quinta-feira, 31 de março de 2011

Nova tecnologia pode viabilizar hidrogênio como combustível


Empresa apresenta nanocápsulas de plástico que armazenam substância

 

O hidrogênio sempre foi considerado o combustível do futuro: sua queima produz três vezes mais energia que a mesma quantidade de gasolina e tem a água como único subproduto. Mas a dificuldade de armazenar o gás, altamente inflamável, sempre foi um obstáculo à sua popularização. Para superá-lo, a empresa britânica Cella Energy apresentou uma nova tecnologia que promete estocar o combustível de forma simples e segura e assim tornar seu consumo viável em larga escala.
A Cella Energy usa hidretos - substâncias que absorvem o hidrogênio como uma esponja - para construir fibras minúsculas que são aprisionadas em nanocápsulas de plástico. A estratégia dispensa o armazenamento de hidrogênio sob temperaturas muito baixas ou pressões muito altas e facilita seu manuseio em bombas de combustível e tanques de carros.
Os criadores garantem que o hidrogênio aprisionado nas nanocápsulas se comporta como líquido, com a vantagem de não se inflamar facilmente. Para oferecê-lo ao consumidor, a infraestrutura de postos teria de passar por mínimas modificações, segundo os desenvolvedores. A ideia é dar aos motoristas a mesma experiência que têm agora. "A maioria das pessoas está acostumada a levar três minutos para encher o tanque e andar 450 quilômetros com o carro", disse Stephen Voller, presidente da Cella Energy. "Nossa tecnologia permite a mesma experiência com o hidrogênio, algo que os carros elétricos não conseguem".
Segundo Voller, o hidrogênio poderia ser uma alternativa economicamente viável se as nanocápsulas forem produzidas a partir de fontes renováveis, como a energia eólica e a solar.

Suposta filha de Alencar não impedirá cremação


Advogado afirma que compete à família do ex-vice-presidente guardar material genético para contestar paternidade na Justiça

O advogado da suposta filha do ex-vice-presidente José Alencar, a professora aposentada Rosemary de Moraes, disse nesta quinta-feira que sua cliente não pretende entrar com nenhuma medida judicial para impedir a cremação do corpo do político.

De acordo com o advogado de Rosemary, Geraldo Jordan, caberia à família do ex-vice-presidente fazer a reserva do material genético para contestar a alegação de paternidade, uma vez que sua cliente já teria sido declarada filha legítima pelo juiz José Antônio de Oliveira Cordeiro, da Vara Cível de Caratinga (MG). "Se não houver a cremação, não será por parte dela nem de nossos procuradores."

A professora aposentada decidiu não comparecer ao velório do ex-vice-presidente para evitar constrangimentos. De acordo com Jordan, a suposta filha ficou "magoada" pela decisão da família de Alencar de cremar o corpo, o que, segundo ela, dificultaria a realização de um exame de DNA. O advogado de Rosemary disse que, até quarta, ela estava decidida a comparecer ao velório acompanhada do marido.