sexta-feira, 17 de junho de 2011

O mito do alienígena mal intencionado

Por que Stephen Hawking está errado sobre o perigo da inteligência de extraterrestres?




Com o Arranjo de Telescópios Allen mantido pelo Instituto de Busca por Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês), no norte da Califórnia, chegará a hora em que encontraremos uma inteligência artificial (Eti). O contato provavelmente chegará mais cedo que se espera por causa da lei de Moore ─ proposta pelo cofundador da Intel, Gordon E. Moore, que propõe a duplicação da capacidade dos computadores a cada um ou dois anos. Acontece que essa curva de crescimento exponencial se aplica à maioria das tecnologias, incluindo a busca por Etis: de acordo como o astrônomo e fundador do Seti, Frank Drake, nossas pesquisas hoje são 100 trilhões de vezes mais poderosas que há 50 anos, sem previsão para o fim dessas melhorias. Se houver um ET lá fora, faremos contato. O que acontecerá quando o fizermos? Como será a resposta deles?

Questões como essas, mesmo no âmbito da ficção científica, estão sendo seriamente consideradas pelo mais antigo e um dos mais prestigiados periódicos científicos do mundo ─ Philosophical Transactions of the Royal Society A ─ que dedica 17 artigos da edição de fevereiro à “Detecção de Vida Extraterrestre e suas Consequências para a Ciência e Sociedade”. Por exemplo, várias respostas apregoam o mito de que a sociedade colapsará pelo medo ou se despedaçará pelo balburdia provocada ─ ou que os cientistas e políticos se unirão numa conspiração para ocultar a verdade. Dois desses exemplos foram testemunhados: um em dezembro de 2010, quando a Nasa anunciou, numa palestra aberta à imprensa, uma possível nova forma de vida baseada no arsênico, e outro em 1966, quando cientistas publicaram que uma rocha marciana continha evidências fósseis de vida primitiva no Planeta Vermelho e o presidente Bill Clinton se pronunciou a respeito. Agências espaciais que disputam acirradamente os recursos disponíveis como a Nasa e organizações privadas que dependem do levantamento de fundos como o Instituto Seti divulgarão em alto e bom som qualquer sinal extraterrestre que encontrarem, de micro-organismos a marcianos. Mas podemos voltar aos alienígenas?

De acordo com Stephen Hawking, devemos nos calar. “Só precisamos olhar para nós mesmos para ver como a vida inteligente pode se desenvolver e resultar em alguma coisa que não gostaríamos de encontrar”, ele explicou na série de documentários do Discovery Chanel em 2010. “Eu os imaginava viajando em naves robustas, depois de terem esgotado todos os recursos naturais de seus planetas de origem. Alienígenas tão avançados talvez pudessem ter se tornado nômades, tentando conquistar e colonizar qualquer planeta que encontrassem”. Considerando a história de confrontos entre civilizações terrestres nas quais os mais avançados escravizavam ou destruíam os menos desenvolvidos, Hawking conclui: “Se alienígenas nos visitarem um dia, eu acredito que o resultado seria muito parecido com o que aconteceu quando Cristovão Colombo pisou em terras da América, o que não foi muito agradável para os nativos americanos”.

Sou cético. Embora só possamos fazer uma tentativa em n elementos e apesar de nossa espécie ter um registro não invejável dos primeiros contatos entre civilizações, a tendência dos dados para a metade do milênio passado é encorajadora: o colonialismo está morto, a escravidão está morrendo, a porcentagem de pessoas que perece em guerras diminuiu, o crime e a violência estão em queda, liberdades civis são sendo preservadas e como testemunhamos no Egito e em outros países árabes, o desejo de ter democracias representativas está se espalhando, juntamente com a educação, ciência e tecnologia. Essas tendências tornaram nossa civilização mais inclusiva e menos exploradora. Se extrapolarmos essa tendência dos últimos 500 anos para os próximos cinco mil ou 500 mil anos, teremos uma noção de qual seria a aparência de um Eti.

Na verdade, qualquer civilização capaz de empreender longas viagens espaciais terá avançado muito além do colonialismo explorador e de fontes de energia não sustentáveis. Escravizar nativos e apoderar-se de seus recursos pode ser lucrativo a curto prazo para as civilizações terrestres, mas essa estratégia poderá não persistir nas dezenas de milhares de anos necessários para as viagens espaciais interestelares.

Nesse contexto podemos entender que as civilizações extraterrestres nos pressionam a considerar a natureza e o progresso da civilização terrestre e nos dão a esperança de que quando fizermos contato, pelo menos uma inteligência terá conseguido atingir um nível no qual a incorporação de novas tecnologias substituiu o controle das pessoas e a exploração do espaço superou a conquista de terras. Ad astra!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Proteção contra o frio para lembranças

A memória de longo prazo dos morcegos sobrevive à hibernação
A temperatura do corpo de um morcego, durante a hibernação, cai para 8ºC. Um desafio para o cérebro desses animais, pois com essa temperatura, as sinapses podem retroceder e algumas estruturas cerebrais podem ser alteraras. Conforme descobriram pesquisadores do Instituto de ornitologia Max-Planck, em Seewiesen, na Alemanha, o “período gelado” do inverno não prejudica a memória dos pequenos voadores — o que é muito importante para sua sobrevivência.

Ireneusz Ruczynski e Björn Siemers treinaram 13 morcegos-rato-grande (Myotis myotis) durante cinco semanas para encontrarem comida em um labirinto. Então os cientistas submeteram parte do grupo a uma baixa temperatura até o nível de hibernação.

Após dez semanas no longo sono gelado, as temperaturas elevaram e interromperam o descanso. Então, os animais deveriam mais uma vez encontrar o caminho até os bichos-da-farinha através do labirinto aéreo. Aqueles que hibernaram foram imediatamente tão bem sucedidos quanto seus companheiros que permaneceram acordados. O resfriamento temporário, portanto, não reduziu a capacidade de sua memória.

Um resultado surpreendente — pois já se sabe que roedores, como esquilos, sofrem uma clara perda de memória nas fases de frio. Ruczynski e Siemers reforçam que a complexa representação de seu ambiente tridimensional no cérebro dos morcegos-rato-grande exige uma efetiva proteção da memória. Graças à sua boa memória espacial, os animais conseguem encontrar de novo, mesmo depois de anos, seus antigos locais de reprodução e descanso, assim como locais de alimentação em um círculo de 25 km. Ainda não se sabe qual mecanismo neurobiológico existe por trás dessa “proteção contra o gelo”.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Estratégias do Futuro para enfrentar problemas do Passado

Celulares do tipo smartphones, Twitter e SMS criam rede nova, barata e eficiente para o combate à esquistossomose, doença que agora contamina sem distinção social
QUEM PENSOU ALGUM DIA QUE um aparelho celular do tipo smartphone poderia ser útil no combate a doenças provocadas por vermes mortais? Ou então que, pelo Twitter, ou por um SMS via celular, as autoridades de saúde pudessem ser alertadas para locais onde pessoas estão adoecendo, atacadas por essas criaturas ameaçadoras?

Nada disso é ficção – pelo contrário. Possivelmente, em alguns anos os serviços públicos de saúde utilizarão esses recursos para melhorar os processos de investigação dessas enfermidades, limitando suas consequências, favorecendo o seu controle e, quem sabe, a erradicação de muitas delas. Para compreender essas possibilidades, conheça o futuro dos estudos epidemiológicos em doenças tropicais.

Nada melhor para ilustrar uma história que a beleza do seu cenário. Nesse caso, nossa jornada começa na paradisíaca praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco. Durante todo o ano a praia recebe milhares de turistas brasileiros e estrangeiros, em busca de belezas naturais, águas mornas e cardumes nadando nas proximidades, relaxando num dos trechos do oceano Atlântico mais cobiçado do mundo. Mas, em meio a sol, água de coco e outras fontes de prazer é difícil imaginar que a distâncias de poucos metros existem focos do caramujo Biomphalaria glabrata,/i>, transmissor de uma parasitose grave chamada esquistossomose. Provocada por um verme conhecido por Schistosoma mansoni, ela ocorre em várias regiões do Brasil, além de estar presente em diversas regiões da África, Ásia e outros países com carência de infraestrutura de saneamento e qualidade de vida.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A invenção da Cerveja ainda permanece indefinida

Quem fabricou e apreciou a primeira cerveja?


“A civilização responsável por essa adorada bebida deve ter sido muito antiga, mas ainda não sabe quem a fabricou pela primeira vez”, explica Christine Hastorf, em uma palestra na New York University.

Hastorf, antropóloga da University of California, conta que a evidência documentada da fabricação de cerveja remonta a milhares de anos, "Infelizmente, nós não temos uma história muito concreta para contar". Procurando por resquícios de incêndios em antigos assentamentos, Hastorf explica, "não podemos dizer que eles estavam fazendo cerveja ou não."

Um lugar em que certamente fabricavam cerveja é a Mesopotâmia, onde existem registros de comércio da bebida por volta de 4000 a.C. Os sumérios eram tão encantados com a cerveja que veneravam Ninkasi, deusa da cerveja. Existem versos à deusa que dizem: "Ninkasi, você é quem derrama a cerveja filtrada no barril coletor / É o avanço do Tigre e do Eufrates".

"Quem tem uma “deusa da cerveja”, que não se preocupa com cerveja?", pergunta Hastorf ironicamente. "Acho justo dizer que a cerveja era importante na vida da Mesopotâmia". Talvez porque Ninkasi era uma divindade feminina, e a suméria era o reino das mulheres.

O Antigo Egito também tem um recorde de produção de cerveja há milhares de anos atrás, incluindo detalhes sobre ingredientes e processos que inspiraram cervejarias modernas, como a Newcastle e a Kirin a fazer suas próprias fac-símiles. Existia uma fabricação de cerveja em larga escala no Egito, segundo Hastorf: "Não eram apenas tabernas e microcervejarias, as mulheres produziam para suas famílias".

Talvez, milhares de anos atrás as cervejas eram benefícios à saúde, devido ao seu valor nutricional e sua importância como um líquido purificado para beber em locais onde o abastecimento de água era inseguro.

A cerveja é relativamente fácil de ser produzida e pode ser feita a partir de praticamente qualquer coisa, tudo que você precisa é de água, calor e alguma forma de carboidrato, junto com enzimas e leveduras que são abundantes na natureza. As várias linhas de evidência indicam que a cerveja pode muito bem ser tão antiga como cozinhar, que começou há pelo menos 250 mil anos atrás. "Quando as pessoas começaram a aproveitar o fogo para cozinhar, elas provavelmente começaram a produzir cerveja", termina Hastorf.

sábado, 2 de abril de 2011

Cultura de Doenças

Uso criativo de células-tronco pode acelerar o desenvolvimento de drogas para enfermidades debilitantes


Em 26 de junho de 2007, Wendy Chung, diretora de genética clínica da Columbia University, foi ao bairro nova-iorquino de Queens com um pedido delicado para duas irmãs croatas, de 82 e 89 anos: a doação de algumas células de sua pele para um experimento ambicioso e incerto. Se fosse bem-sucedido, o teste prometia uma dupla compensação. Primeiro, poderia acelerar a busca por tratamentos para a doença incurável que afeta a família das irmãs. Segundo, permitiria estabelecer um novo e valioso uso para as células-tronco – células não especializadas capazes de originar vários tipos diferentes de células no corpo. “Tivemos um almoço muito agradável e voltamos para casa para fazer as biópsias”, lembra Chung.

As irmãs sofriam de esclerose lateral amiotrófica (ELA), distúrbio neurodegenerativo e lentamente paralisante, também conhecido como doença de Lou Gehrig (referência ao jogador de beisebol americano, vítima da doença em 1939, morto dois anos depois). A mais velha mostrava poucos sinais da doença, mas a outra tinha dificuldade para andar e deglutir. Embora os casos de ELA não sejam, em sua maioria, hereditários, vários membros dessa família foram afetados, pois herdaram a mutação de uma forma mais branda da doença, de lento progresso. Chung rastreou-a por várias gerações da família na Europa e nos Estados Unidos. “A doença de Lou Gehrig não é uma maneira bonita de morrer”, conta. “Cada vez que a família se reunia nos funerais, os membros da geração mais nova pensavam se seriam os próximos.”

Em poucos minutos, Wendy realizou a biópsia – duas fatias de pele, com 3 milímetros de diâmetro cada, da parte interna do braço. As células dessas amostras, assim como a de dezenas de outros doadores com ELA e voluntários saudáveis, foram quimicamente tratadas para formar células-tronco pluripotentes induzidas (iPS). Ou seja, transformaram-se em neurônios motores, células nervosas que controlam os músculos e são afetadas pela ELA. As culturas de tecidos produzidas mostraram os mesmos defeitos moleculares que fi zeram seus doadores adoecer.

Em outras palavras, os pesquisadores tinham recriado a doença em uma placa de Petri. Com isso, poderiam estudar o que ocorre nas células nervosas dos pacientes e tentar desenvolver drogas eficientes. Se bem-sucedido, o cultivo das células em laboratório permitiria compreender melhor diversas doenças e encontrar medicamentos mais eficazes. Isso porque seria possível testá-las em culturas feitas sob medida e verificar sua toxicidade. As células-tronco induzidas estão sendo também usadas para mimetizar dezenas de enfermidades, incluindo a anemia falciforme, diversas doenças hemáticas e o Parkinson. Pesquisadores alemães já criaram células cardíacas que batem irregularmente, imitando vários tipos de arritmia cardíaca. Indústrias farmacêuticas, já atentas às células-tronco como empreendimento comercial, começam a mostrar maior interesse, porque o desenvolvimento de doenças na placa de Petri complementa a forma tradicional da descoberta de drogas industriais.

O primeiro fruto do experimento com ELA foi publicado em 2008. Como na maioria dos casos de inovação, o sucesso dependia não apenas de a ideia ser boa, mas de as pessoas certas aderirem a ela. Nesse caso, a equipe, além de Wendy, incluía Lee L. Rubin, egresso da indústria de biotecnologia que se tornou chefe de medicina translacional do Instituto de Células-Tronco de Harvard, e Kevin C. Eggan, pesquisador de células-tronco de Harvard que colaborava com Christopher E. Henderson e outros especialistas em neurônios motores na Columbia University.

Indústria dos Games aprende Português

Gigantes da indústria dos games estão decididos a falar a língua portuguesa. A Nintendo lança este semestre seu primeiro aparelho com menus e funcionalidades em português do Brasil, o portátil 3DS, e promete verter também a página de sua loja online, a Nintendo eShop. A Sony apresentou em fevereiro seu primeiro jogo para PS3 totalmente traduzido, o Killzone 3, e lança ainda este ano um segundo título de peso, o inFamous 2. E a Microsoft, que já experimentara a prática de verter títulos importantes em 2007, reforça a estratégia com o lançamento em setembro de Gears of War 3 todo legendado.

Videogame deixou há muito de ser brinquedo de crianças e adolescentes. Em muitos lares, o eletrônico faz as vezes de plataforma multimídia para a reprodução de filmes e músicas. Com isso, a indústria passou a atingir perfis com pouca familiaridade - e eventualmente nenhuma paciência - com o jargão dos games, todo em inglês. É esta plateia que os gigantes do ramo querem mimar. "O videogame saiu do quarto e foi para a sala", resume Guilherme Camargo, gerente de marketing para o Xbox 360 na Microsoft Brasil. "No formato de uma central de entretenimento, ele atinge outro tipo de público: a mãe, o pai, os avós etc."
A tradução de games também é vista como estratégia para aumentar a adesão da classe B e atingir a emergente classe C. No Brasil, os consoles de videogame ainda são artigo de luxo: estão presente em 90% dos lares na classe A, mas em apenas 40% das casas na B e 24% na C, conforme pesquisa NC Games, a maior distribuidora de jogos da América Latina.
Há, é claro, a barreira econômica. Consoles são vendidos no Brasil a um preço até quatro vezes acima do praticado nos Estados Unidos, o que as empresas atribuem à pesada carga tributária. O americano paga 284.99 dólares (cerca de 460 reais) pelo PlayStation 3 160 GB, e o brasileiro, 1.999 reais. O Kinect sai nos EUA por 150 dólares (241 reais) e aqui por 600 reais. O Xbox 360 250GB está à venda lá fora por 299.99 dólares (483 reais), e aqui, 1.899 reais (com direito a dois jogos).
Experiência plena - Além de conquistar um público maior, falar a língua local é também uma maneira de reforçar os laços com os aficionados. É certo que nenhum gamer tropeça em termos como 'game over', 'score' ou 'fatality'. Mas só a fluência no idioma permite vivenciar plenamente games com roteiros cada vez mais elaborados e fases que podem tomar dias e a até semanas do jogador.
“Mesmo quem tem um bom inglês acaba deixando algo escapar", diz Anderson Gracias, gerente da Divisão Playstation na Sony Brasil, cujas operações começaram em 2010. "O vocabulário de um jogo de guerra, por exemplo, é muito específico.” Gracias conta que o retorno obtido por KillZone 3, recém-lançado em português, é animador. “Algumas pessoas que já tinham jogado outros games da franquia em inglês me falaram que só agora conseguiram entender a história”.
Mais vendidos - "Localização" é o jargão da indústria para a estratégia de adaptar um produto para o idioma ou a cultura local. Requer investimento e exige confiança no mercado. Bertrand Chaverot, diretor da produtora francesa Ubisoft, presente no Brasil desde 2008, explica que a tática exige escala. “Um game traduzido vende 30% a mais do que um jogo em inglês”, calcula. "Para ser adaptado para outro idioma, precisa vender pelo menos 20.000 ou 30.000 unidades."
A empresa filipina Level Up!, que distribui jogos online, faz estimativas bem mais otimistas. “A adaptação de um jogo aumenta em até dez vezes o nosso número de assinantes”, diz Júlio Vieitez, diretor da multinacional no Brasil. Em março deste ano a empresa lançou uma versão do game Allods Online com as vozes do músico João Gordo, do comediante Leandro Hassum e da apresentadora Pietra Príncipe.
A Microsoft foi a primeira no Brasil a sentir no bolso a boa recepção de um jogo vertido para o português. Em 2007, a multinacional lançou para Xbox 360 o game Halo 3, totalmente adaptado. O sucesso fez com que os demais jogos da série (ODST Reach) também ganhassem traduções, que também se tornaram os títulos mais vendidos da companhia no país. Foi com base nesses resultados que a Microsoft decidiu verter mais três jogos, o Viva Piñata, o Viva Piñata Party Animals e o Joy Ride, para Kinect, o carro-chefe da empresa, lançado em novembro de 2010.
Mercado – A indústria de games segue no Brasil o caminho já percorrido com sucesso em outros países na América Latina (México), Europa (Alemanha e Suécia) e Ásia (Coreia do Sul e China).  Em todas essas regiões, as versões de games contribuíram para o crescimento do mercado local. Para efeito de comparação: o México, com uma população quase duas vezes menor, tem hoje um mercado de games três vezes maior que o brasileiro. Diz Claudio Macedo, presidente da NC Games: "Precisamos de volume para fazer a indústria local crescer, e um dos caminhos é falar o português".

Sonda europeia revela vulcões vizinhos em Marte


Imagens foram geradas a partir de dados de 2004 e 2006 da Mars Express



A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgou nesta sexta-feira imagens dos vulcões Ceraunius Tholus e Uranius Tholus de Marte, capturados pelas lentes da sonda Mars Express.
Os vulcões estão na região de Tharsis — uma região no hemisfério oriental de Marte — e medem 5,5 quilômetros de altura (Ceraunius) e 4,5 quilômetros (Uranius). Seus diâmetros são de 130 e 62 quilômetros, respectivamente. Junto aos vulcões podem ser observados vales formados pelas erupções, dos quais o mais amplo alcança 3,5 quilômetros de largura e 300 metros de profundidade.
Os cientistas da ESA geraram tais imagens a partir dos dados recolhidos pela sonda em três órbitas diferentes ao redor do planeta vermelho entre novembro de 2004 e junho de 2006, assinalou a agência em comunicado.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Desafio intelectual valendo 3 Intel Core i7 2ª geração!


Quem esteve na Campus Party teve a oportunidade de participar ao vivo do desafio Agente Geek i7 promovido pela Intel em parceria com a CCE, que deu de prêmio ao decifrador dos 3 dias de enigmas um novíssimo CCE core Intel i7 de 2ª geração.
Mas se você não esteve lá ou não ganhou, saiba que você ainda tem chance participando da expansão online do desafio GEEK GURUIntel!
Serão 3 semanas a partir do dia 13 de março apresentando 4 fases de enigmas de quebrar o cérebro. Será que você é capaz de atravessar todas as barreiras apenas com o poder do seu intelecto?
Vale três Intel Core i7 2ª geração!

Ipad 2 a caminho do Brasil

Agora, o lançamento do iPad 2 no Brasil depende apenas da Apple. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acaba de homologar o tablet no país, abrindo caminho para a chegada da novidade por aqui.

Desta vez, a agência foi bem mais rápida no processo, liberando o aparelho somente um mês após o início das vendas nos Estados Unidos. O modelo anterior do iPad levou quatro meses para ser homologado.
Além disso, a Anatel publicou a homologação para ambas as versões (somente Wi-Fi e Wi-Fi+3G) no mesmo dia, ao contrário do que ocorreu no ano passado, quando o intervalo entre a liberação entre as duas foi de um mês.

A Apple, no entanto, ainda não revelou quando o iPad 2 chegará ao Brasil. Fatores como a escassez de suprimentos para fabricação devido ao terremoto no Japão e a alta demanda do produto no exterior podem influenciar o lançamento to tablet por aqui. 

Na semana passada, o iPad 2 chegou a mais 25 países: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Luxemburgo, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha, Suíça, Suécia e Reino Unido. No Brasil, os consumidores podem aproveitar para adquirir a primeira versão do tablet, que um ganhou um corte de preço de R$300.

Tiririca vira HERÓI em jogo para Facebook

O cômico e controverso deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, ou Tiririca, virou herói em um jogo no Facebook. Chamado simplesmente Jogo do Tiririca, o game apresenta as aventuras do personagem, do sertão até o congresso.


Idealizado pela produtora Inquietos Entretenimento e desenvolvido pela Iterum Game Studio, o jogo coloca o jogador frente a  frente com vários "políticos fantasmas", piranhas, tucanos e estrelas. O jogo foi lançado para Facebook e é parte de um projeto chamado "Política para Iniciantes." Para acessar o game, é necessário ter uma conta na rede social.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Nova tecnologia pode viabilizar hidrogênio como combustível


Empresa apresenta nanocápsulas de plástico que armazenam substância

 

O hidrogênio sempre foi considerado o combustível do futuro: sua queima produz três vezes mais energia que a mesma quantidade de gasolina e tem a água como único subproduto. Mas a dificuldade de armazenar o gás, altamente inflamável, sempre foi um obstáculo à sua popularização. Para superá-lo, a empresa britânica Cella Energy apresentou uma nova tecnologia que promete estocar o combustível de forma simples e segura e assim tornar seu consumo viável em larga escala.
A Cella Energy usa hidretos - substâncias que absorvem o hidrogênio como uma esponja - para construir fibras minúsculas que são aprisionadas em nanocápsulas de plástico. A estratégia dispensa o armazenamento de hidrogênio sob temperaturas muito baixas ou pressões muito altas e facilita seu manuseio em bombas de combustível e tanques de carros.
Os criadores garantem que o hidrogênio aprisionado nas nanocápsulas se comporta como líquido, com a vantagem de não se inflamar facilmente. Para oferecê-lo ao consumidor, a infraestrutura de postos teria de passar por mínimas modificações, segundo os desenvolvedores. A ideia é dar aos motoristas a mesma experiência que têm agora. "A maioria das pessoas está acostumada a levar três minutos para encher o tanque e andar 450 quilômetros com o carro", disse Stephen Voller, presidente da Cella Energy. "Nossa tecnologia permite a mesma experiência com o hidrogênio, algo que os carros elétricos não conseguem".
Segundo Voller, o hidrogênio poderia ser uma alternativa economicamente viável se as nanocápsulas forem produzidas a partir de fontes renováveis, como a energia eólica e a solar.

Suposta filha de Alencar não impedirá cremação


Advogado afirma que compete à família do ex-vice-presidente guardar material genético para contestar paternidade na Justiça

O advogado da suposta filha do ex-vice-presidente José Alencar, a professora aposentada Rosemary de Moraes, disse nesta quinta-feira que sua cliente não pretende entrar com nenhuma medida judicial para impedir a cremação do corpo do político.

De acordo com o advogado de Rosemary, Geraldo Jordan, caberia à família do ex-vice-presidente fazer a reserva do material genético para contestar a alegação de paternidade, uma vez que sua cliente já teria sido declarada filha legítima pelo juiz José Antônio de Oliveira Cordeiro, da Vara Cível de Caratinga (MG). "Se não houver a cremação, não será por parte dela nem de nossos procuradores."

A professora aposentada decidiu não comparecer ao velório do ex-vice-presidente para evitar constrangimentos. De acordo com Jordan, a suposta filha ficou "magoada" pela decisão da família de Alencar de cremar o corpo, o que, segundo ela, dificultaria a realização de um exame de DNA. O advogado de Rosemary disse que, até quarta, ela estava decidida a comparecer ao velório acompanhada do marido.